sexta-feira, 2 de maio de 2008

EAD: Flexibilidade e Adaptação

Analisando as colocações da autora Andréa Filatro no livro Design instrucional contextualizado: educação e tecnologia, percebe-se que a realidade social atual requer uma organização do processo educacional diferenciada, tendo em vista as novas demandas que emergem a cada momento. O ensino convencional já não mais tem sido eficaz, principalmente no que se refere ao atendimento das necessidades dos estudantes que de tão diversas, exigem um atendimento praticamente personalizado.

Conforme coloca a autora, esse novo contexto exige novas estratégias didáticas e também novos métodos de ensino-aprendizagem. Além disso, a formação de agentes educacionais que tenham a preparação para lidar com essas novas demandas torna-se indispensável para o sucesso de qualquer experiência educacional, seja ela a distância ou não.

A formação desses agentes está diretamente relacionada a uma educação ao longo da vida, aspecto também enfatizado pela autora. Dessa forma, a dedicação ao desenvolvimento pessoal passa ser decisiva na manutenção da empregabilidade. O caráter mutante da sociedade exige, portanto, que a educação contínua esteja sempre presente e seja uma prioridade na vida das pessoas.

Uma das alternativas que vêm possibilitando a educação continuada, em especial para o público adulto, tem sido a educação mediada pelas tecnologias, através da modalidade a distância. Com ela é possível haver a flexibilização do tempo e também a criação de novos espaços educativos, tornando-se assim uma alternativa bastante interessante para pessoas que até então não cogitavam a possibilidade de conciliarem o trabalho e/ou outras atividades com a sua formação. Conforme a autora, é possível haver a recontextualização de uma educação convencional e é justamente graças a esses novos modelos educacionais que milhares de novos alunos têm a possibilidade de se manterem atualizados frente aos desafios constantes do mercado de trabalho.

Deve-se ressaltar apenas que a educação a distância poderá contribuir para a redução das desigualdades educacionais muito presentes em nosso país, desde que tenhamos políticas públicas bem estruturadas para um correto aproveitamento dessa modalidade. A educação a distância requer investimento, profissionais com qualificação específica, materiais didáticos adaptados, enfim, não é recomendável o uso da modalidade apenas como paliativo para falhas do sistema de ensino e sim com alternativa flexível e articulada a um planejamento educacional bem estruturado. Portanto, é possível que concordemos com a autora, principalmente considerando que suas colocações são totalmente pertinentes, mas sem deixar de considerá-las como parte de um contexto bem mais amplo, diverso e complexo, ou seja, devemos pensar na educação de uma forma global, com todas a suas facilidades e desafios.


Referência:

FILATRO, Andréa. Design instrucional contextualizado: educação e tecnologia. São Paulo: Editora Senac, 2004.

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