“Ciberletramento” e as novas demandas educacionais
A escola, por sua vez, tem dificuldades em acompanhar a evolução pela qual passa a sociedade atual, mantendo práticas e soluções de pouca aceitação entre os estudantes como aulas estritamente expositivas, falta de interação entre os alunos e destes com o professor, a não disponibilidade de recursos tecnológicos, pouca preparação do corpo docente para mediar a inserção das tecnologias nos ambientes de aprendizagem, enfim para a educação os desafios da cibercultura vêm sendo ampliados a cada descoberta ou inovação tecnológica.
Assim, novos ambientes interativos, muito mais dinâmicos, modernos, flexíveis, vêm ocupando o espaço da educação formal, onde ao invés de complementar e favorecer a aprendizagem, novas tecnologias ameaçam o ensino tradicional, tomando cada vez mais espaço no dia-a-dia de crianças, jovens e adultos.
Muitas instituições de ensino, percebendo essa nova relação com mundo virtual, têm procurado dinamizar seus espaços pedagógicos, inserindo recursos tecnológicos à prática diárias dos docentes. Podemos citar como exemplo a experiência de algumas universidades com a Mackenzie[1] de São Paulo, que passou a utilizar o Second Life como novo espaço de interação para alunos e comunidade em geral, disponibilizando vídeos com orientações sobre profissões e contatos de ex-alunos da universidade.
Enfim, para que não percamos o bonde da “ciberhistória”, precisamos nos familiarizar com as demandas do mundo virtual, como a capacidade de lidar com hipertextos, leitura de imagens, autonomia para estudos e pesquisas, postura mais ativa diante das informações, capacidade de comunicação digital, habilidade com os recursos tecnológicos, etc. Teremos que nos letrarmos digitalmente, desenvolvendo dessa forma uma nova personalidade, a personalidade virtual.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1999. p.157-176.
[1] Ver detalhes em < http://www.mackenzie.com.br/secondlife/index.php>
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