sexta-feira, 2 de maio de 2008

“Ciberletramento” e as novas demandas educacionais

Orkut, Blogs, Ambientes Wiki, MSN, You Tube, Google, Second Life, TV Digital; São tantas novidades que surgem a cada dia, na sociedade da cibercultura, que temos a sensação de sempre estar “a um passo atrás”, tendo em vista a rapidez com que tais novidades invadem nosso cotidiano, mudando significativamente nossa rotina. Podemos realizar uma análise simples considerando a expansão da telefonia celular no Brasil, que há pouco menos de 10 anos, era uma possibilidade distante da nossa realidade. Hoje, podemos perceber que muitas tecnologias vêm se tornando cada vez mais populares.
A escola, por sua vez, tem dificuldades em acompanhar a evolução pela qual passa a sociedade atual, mantendo práticas e soluções de pouca aceitação entre os estudantes como aulas estritamente expositivas, falta de interação entre os alunos e destes com o professor, a não disponibilidade de recursos tecnológicos, pouca preparação do corpo docente para mediar a inserção das tecnologias nos ambientes de aprendizagem, enfim para a educação os desafios da cibercultura vêm sendo ampliados a cada descoberta ou inovação tecnológica.
Assim, novos ambientes interativos, muito mais dinâmicos, modernos, flexíveis, vêm ocupando o espaço da educação formal, onde ao invés de complementar e favorecer a aprendizagem, novas tecnologias ameaçam o ensino tradicional, tomando cada vez mais espaço no dia-a-dia de crianças, jovens e adultos.
Muitas instituições de ensino, percebendo essa nova relação com mundo virtual, têm procurado dinamizar seus espaços pedagógicos, inserindo recursos tecnológicos à prática diárias dos docentes. Podemos citar como exemplo a experiência de algumas universidades com a Mackenzie[1] de São Paulo, que passou a utilizar o Second Life como novo espaço de interação para alunos e comunidade em geral, disponibilizando vídeos com orientações sobre profissões e contatos de ex-alunos da universidade.
Enfim, para que não percamos o bonde da “ciberhistória”, precisamos nos familiarizar com as demandas do mundo virtual, como a capacidade de lidar com hipertextos, leitura de imagens, autonomia para estudos e pesquisas, postura mais ativa diante das informações, capacidade de comunicação digital, habilidade com os recursos tecnológicos, etc. Teremos que nos letrarmos digitalmente, desenvolvendo dessa forma uma nova personalidade, a personalidade virtual.
Referências
DIAS, Maria Helena Pereira. Hipertexto - o labirinto eletrônico uma experiência hipertextual. 2000. Tese (Doutorado)- Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, 2000. Disponível em: <>. Acesso em: 11 de nov. 2007
LÉVY, Pierre. Cibercultura. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1999. p.157-176.
LITWIN, E. (Org.). Educação a distância: temas para debate de uma nova agenda educativa. Porto Alegre: Artmed, 2001.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.
SOARES, M. Novas práticas de leitura e escrita: letramento na cibercultura. Educação e Sociedade, Campinas, SP, v.23, nº.81, dez., 2002. Disponível em: . Acesso em: 11, nov. 2007.

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